NÃO CONSIGO ADEUS TE DAR.... OK
NÃO CONSIGO ADEUS TE DAR.... OK

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Grata<>Maju

 NÃO CONSIGO ADEUS TE DAR...

 Dos teu lábios com carmim, o cristal era marcado

e deixado para mim o teu recado!

Voltarei!... Espera... Jamais te esquecerei!

O sinal era sempre por mim encontrado...

Marco de um amor único e verdadeiro...

 

As ervas perfumadas, pelo despertar das madrugadas,

eram por ti colhidas...

E lindos bouquês, suspirando ainda,

por amores nos prados deixados,

eram a mim por ti ofertados...

Acabadas estavam de serem tocadas...

Pelo orvalho beijadas...

Cavalheiro, sempre gentil,

cheias de amor mantinham seu ar primaveril...

 

Percorrias sempre os campos, antes dali sair,

e neles deixavas teu vulto, tua alma,

tua lembrança guardada,

para de ti eu não me esquecer...

Inocente pequena, achavas, que de ti me esqueceria...

 

Eras o meu viver!

Em cada flor te via encantada...

Em cada erva, teu aroma, em meus sentidos penetrava...

Em todos os elementos eu te achava...

Tu em meus sentidos, já estavas impregnada...

Não mais se esvaia...

 

Como as águas da fonte a jorrar sem cessar,

meu amor era um eterno brotar...

Ali em cada haste a balançar,

no fresco ar das tardes estivais, eu via o teu perfil,

escondida em cada moita, para em meu peito se abrigar...

Á Deus sempre suplicava pelo nosso eterno encontrar...

 

Em meus versos enquanto te esperava,

eram todos os dias impressos a cor carmim...

Uma vermelha rosa era também deixada,

para que se lembrasses de mim...

Por mim era sempre encontrada,

despetalada, por carinhos afagada...

Nelas teus lábios estavam marcados...

 

Mas um dia em nosso cristal, o nome amor, partido achei...

E a rosa vermelha intacta no mesmo lugar encontrei...

Suas pétalas inteiras estavam;

não foram acariciadas, nem beijadas...

nem o aroma das ervas se fazia no ar...

 

 Por tuas mãos as flores não mais foram tocadas...

Teu encanto, teu perfume de mim céleres fugiram!  Se esvaíram...

Eu enamorado, fui bouquês preparar

para te ofertar e versos fazer para te receber...

Em vão esperei a noite chegar

e uma mensagem o luar me enviar,

mas ele, furtivo, se apagara e te seguira

para em outra dimensão

te iluminar e tua imagem me enviar...

 

Dias, horas sem fim, separado de ti...

Entendi, não esquecestes de mim...

Versos eternos então farei e sempre te mandarei...

Um dia novamente iremos nos encontrar...

 

Em noites de devaneios pela luz do luar,

num suave regato te vi chegar;  linda...

Tua imagem refletida pela luz prateada a sorrir,

fez nas águas meus dedos tocar,

tua face e cabelos acariciar...

E teus lábios em suave toque, um beijo depositar...

 

 Uma água doce e pura como o mel, então sorvi...

O rio solícito, compassivo, se dispôs a suavemente correr,

para então esse amor poder reviver...

Nas pedras que ele tocava, aquelas mesmas melodias,

que juntos criamos, te ouvi cantar...

A rosa vermelha que te dei, achastes eu sei,

pois às margens retornou, molhada,

despetalada como antes, por ti muito amada...

 

E o cristal agora pelas areias teu nome junto ao meu gravado

e bem lapidado, não mais vai ser separado!

Foi mostrado!

Um verdadeiro amor não se desfaz...

Nada o desligar é capaz!

Ele aí estará...

 

Nos ventos que teus cabelos acariciar,

Nas águas que te banhar...

Nas estrelas que o brilho te oferecer,

E nos astros, no calor a te envolver...

 Em todos os elementos vais teu amor encontrar...

Mesmo onde não puderes o alcançar

Mas ele aí está à te enlaçar...

Basta crer! Sem necessitares ver...

Ele é a força, é o pulsar...

Vamos sempre nos amar!

Não consigo Adeus de dar...

 

Lívio, um Anjo Poeta

 Psicografia: Maju

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